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Na alegria e na tristeza

15 set

Por enquanto já aprendemos que o nome científico do dedão do pé é Hálux, que a Nikkita agrada a todos, e que podemos sempre contar com a sessão da tarde e suas repetições incansáveis (e contagiantes.) O que mais que o nosso humilde blog pode proporcionar de informação útil a vocês, caros leitores?

Já ouviram a expressão “de médico e louco, cada um tem um pouco”? Pois bem, de incrivelmente legal e horrendamente ERRADO também. Essa coluna visa expôr ambos os lados dentro de uma obra; mesmo que no final todos saibamos que por mais envergonhante que algum aspecto possa ser, quem ama também ama pelos defeitos.

Vou começar contando uma história:

Quando eu era pequenina viajava muito para a Bahia. Como todos sabem, é um estado lindo…. No sol! Na chuva, se resume a meleca praiana*. Por isso eu ficava quentinha e seca em casa, fazendo a única coisa que tinha pra fazer: assistindo à TV aberta.

No começo era meio chato….

….e continuava chato….

… e de repente ficava INSUPORTÁVEL!

Não sabia como iria sobreviver a tarde. E daí, como se por intervenção divína, Deus (se ele for Mexicano) me mandou a salvação.

Pronto, me apaixonei. Me apaixonei pelo drama desencessário e exagerado, pelas cenas de beijo com o protagonista de nome composto e terno barato, mas mais do que qualquer coisa, me apaixonei pelo batom da Paola, a vilã! Tenho certeza que eu não sou a única que quis dar fast-forward nas cenas da Vovó Piedade e do menino chatinho (Carlitos?) para chegar nos 5 minutos por capitulo que a vamp aparecia; sofisticada, mas com cara de quem bebia todas, pegava todos, comia brie o dia inteiro e ainda não engordava!

Resumindo, na alegria – Paola.

E na tristeza – Vovó Piedade.

Gracias Señor, Cheers.

*Meleca Praiana: uma mistura nojenta de areia e terra molhada engrossados com o que só pode ser  super-bonder, temperado pelo cheiro delicioso de mofo e cachorro molhado. <Made in Hell>