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Vestindo a camisa

28 set

Minha coluna hoje é sobre um assunto que provavelmente a maioria dos leitores tem conhecimento: novelas. Já que elas são, sem dúvidas, a grande praga da televisão brasileira.

Não podemos negar que a qualidade delas é reconhecida não só dentro do país, mas também no mundo. Então você deve estar se pergutando por que teríamos que ter vergonha de admitir que assistimos, não é mesmo?

 

 

Esses dias eu estava almoçando de televisão ligada, quando o famoso “Vale a pena ver de novo” começou. Confesso que fiquei triste ao perceber que “O Clone”  já havia terminado e que agora estava passando “Mulheres de areia”. É impressionante como o número de capítulos é reduzido e quando a gente começa a acompanhar, a reprise da novela acaba. Até hoje não entendo o real propósito dessa simplificação, mas ta aí uma coisa que sempre me incomodou.

As novelas reprisadas tem uma característica um tanto quando peculiar, eu diria: quando a atuação dos atores é comparada com a atual, ela é particularmente ruim. Chega a ser bizarro a atuação quase que “manual” que eles têm e a minha vontade é voltar no tempo e dar umas dicas de interpretação.

 

 

Sem contar, caro leitor, como têm atores e atrizes que estão sempre presentes nas reprises e parecem que nunca vão sumir de nossas vidas. Em particular posso citar uma que está sempre com a mesma aparência (salve algumas – ou várias – plásticas): Vera Fischer.

 

 

E mesmo assim, mesmo em um horário inviável para a maioria das pessoas, as telenovelas do “Vale a pena ver de novo” continuam dando audiência para a emissora. Pois é, quando vemos estamos viciados acompanhando capítulo após capítulo de novelas que sequer consideramos acrescentar algo em nossas vidas.  Ufa, ainda bem que você têm a gente para poder admitir de consciência tranquila e ver que não está sozinho nessa.

 

Vestindo a camisa

14 set

Olá, caro leitor, tudo bom com você? Minha coluna se resume em uma pergunta: quantas vezes você já não teve vergonha de admitir (até para vc mesmo) que assisitiu aquele programa da TV aberta brasileira? Sim, esse programa mesmo que vc está pensando. Reality shows, programas de auditório, humorísticos, novelas e até filmes como “Lagoa Azul” (de novo?) que insistem em fazer parte do nosso dia-a-dia e , acredite, possuem audiência inacreditável.

Esse é o espaço em que você poderá respirar tranquilo, ver que não está sozinho e discutir coisas que você jamais pensou que discutiria uma dia. Até porque, a TV brasileira é sim um traço de identidade nacional que não vamos conseguir nos livrar tão cedo (seja isso positivo ou não). Agora entre junto nessa aventura comigo e vamos vestir a camisa, sem vergonha do nosso país!

Como se fosse a primeira vez…

…ou, literalmente, vamos ao primeiro post de minha coluna. Tenho certeza que esse título de filme não é estranho para você e que assistiu pelo menos uma (ou muitas) vez(es). De uns tempos para cá, a tão querida emissora Rede Globo simpatizou, eu diria, com esse filme. A TV aberta insiste em reprisá-lo constantemente, em diferentes sessões de cinema de sua programação.

 

 

E estará a emissora cometendo um equívoco  “burro” repetindo o filme com tanta frequencia? Você sabe que não.
O jeito tão meigo e ingênuo com que Lucy se apaixona por Henry nos encanta e faz com que queremos ver, supreendentemente, as outras milhões de vezes em que esse mesmo ato vai acontecer. Sem falar que, querendo ou não, o amor dos dois é uma coisa tão fora do normal que somos persuadidos pela leveza do filme, como se ele nos convidasse para sair de nossas vidas monótonas e chatas para entrar na aventura de alguém que tenta conquistar todos os dias a mesma mulher. E pior, é sempre bem sucessido. Lindo, não?