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“Isso não é um déjà vu.”

24 out

Te dei o sol, te dei o mar
Pra ganhar seu coração.
Você é raio de saudade,
Meteoro da paixão!” 

Que jogue a primeira pedra quem não reconheceu essa estrofe!

Mas… antes de qualquer coisa, vamos deixar as coisas claras. Não, não comecei meu post com a letra de “Meteoro da Paixão”, de Luan Santana porque sou suuuper fã da menina… ops, menino.

É que é algo universal, inevitável. Você não quer ver, não quer ouvir, não quer cantar… Mas chega uma hora que não dá mais, e já tá familiarizado com a letra inteira do negócio – e até faz sua coreografia própria.

Isso é a febre do sertanejo universitário.

Nosso Justin Bieber de xadrez.

Por que é clichê?

Vamos explicar dessa maneira:

Se você se acha carismático, arrisca uns acordes Ré, Lá e Sol no violão, curte usar xadrez e artefatos de couro e se você conseguir forç… convencer alguém a se juntar a você (dessa vez, nem precisa mais ter nome parecido, já rola nome composto com nome simples, homem com mulher… veja a grande combinação de Maria Cecília e Rodolfo), você já tem meio caminho andado!

Agora é só fazer uma letra de música que contenha os seguintes requisitos:

1. Elemento da natureza (pode ser qualquer coisa relacionada a ela, como terra, ar, fogo, céu, estrela, mar…)

2. Elemento místico (qualquer coisa do campo fantástico, do tipo fada, mágica, feitiço, lendas…)

3. Algum sentimento (recomendo ficar entre paixão e vingança, mas amor, traição e abandono são também bem vindos)

Atenção, esse é o mais desafiador.

4. Rimas com as terminações “ar, er, ir” ou “ão”.

Maria Cecília e Rodolfo. Casal sertanejo que se preze anda à cavalo junto.

Não acredita nas regrinhas? Vamos lá.

Trecho da letra do sucesso “Fada”, de Victor e Leo.

Vejo uma luz, uma estrela brilhar
Sinto um cheiro de perfume no ar
Vejo minha fada e sua vara de condão
Tocando meu coração

Trecho da letra “Amo noite e dia”, de Jorge e Mateus.

“Um jeito perigoso de me conquistar
Teu jeito tão gostoso de me abraçar

Iê, iê…
Passa o dia, passa a noiteapaixonado
Coração no peito sofre sem você do lado
Dessa vez tudo é real, nada de fantasia
Saiba que eu te amo, amo noite e dia”

Mais? “Lendas e mistérios”, Maria Cecília e Rodolfo

Deus ouvindo as preces daquele jovem casal
Resolveu, lá do céu, lhe mandar o mais lindo sinal
E nesse instante uma luz iluminou o céu
E ele prometeu olhando em seus olhos de mel
O mundo inteiro vai saber que foi o nosso amor que fez nascer
A lua cheia no céu

Pra iluminar quem quiser amar
Uma vez por mês a lua cheia vai brilhar
Lendas e mistérios de um amor eterno
Que nem mesmo o tempo foi capaz de apagar”

Não se esqueça do nosso trechinho de abertura como parte de argumento.

Bom, agora é só fazer um book com seu parceiro(a), e você será o novo sucesso da galera!

Exemplo de Book por Victor e Leo. Fundos relacionados à fazenda dão um toque à mais.

Guilherme e Santiago - olhar distante e apaixonado é obrigatório.

Fernando e Sorocaba. Eu falei sério quanto ao olhar distante e apaixonado.

Mas por que essa droga é tããão boa?

Olha, dessa vez, eu sinceramente não sei. Só sei que eu nunca baixei nenhuma música sertaneja, nunca fui a nenhum show, e sei cantar quase tudo.

Como?!

Essa droga é pior que formiga: TÁ EM TODO LUGAR! Festas universitárias, barzinhos, churrasco de amigos, televisão…

E como os refrãos são ULTRA simples e previsíveis, você decora num piscar de olhos.

Fora que os caras cantam com tanta vontade, e todos a seu redor também (inclusive aquele seu amigo que você achava que era cult) e você vai se ver declamando, com raiva/paixão palavra por palavra.

Então, se você não curte sertanejo, fu-deu.Você vai se encontrar um dia, bebaço, cantando em plenos pulmões o refrão mais pegajoso do planeta enquanto dança agarradinho com alguém. Acredite, acontece. E com mais frequência do que gostaria de confessar.

Jorge e Matheus mandando amor pra vocês.

(Post dedicado à 7 garotas de Pindamonhangaba)

“Isso não é um déjà vu.”

17 out

Esse post é dedicado à você, ó grande prodígio de medicina, que estudou sem parar no seu último ano colegial, fez sabe Deus quantos intermináveis anos de cursinho e hoje se enterra em livros de toneladas a fim de decorar toda e qualquer estrutura do nosso corpitcho humano.

Calma, meu filho! Seu sofrimento está prestes a acabar.

A vida médica pode ser bem mais divertida do que você imagina.

Imagem do seriado "Grey's Anatomy"

Se você já viu algum seriado cujo tema é um hospital, você já sabe do que eu estou falando. Sim! Dramas intensos, relacionamentos que vão e voltam, envolvimento com pacientes, sexo nos quartinhos de descanso… É a própria farra vestida de jaleco!

Por que é clichê?

Engana-se aquele que acha que os seriados médicos são criados pelo clima caótico de hospital, pela resolução de doenças, aprendizado de medicina…
O que pega mesmo são as loucuras do bando de médico que trabalha no hospital em questão.
Sempre tem o médico galã, de olhos serenos, charmosão, de cargo importante, que todo mundo baba em cima.

Outra personagem que sempre aparece é a médica durona, fria, toda independente – que geralmente tem um caso com o galã acima, ou alguma derivação.

Não podemos esquecer do palhaço. Esse é um dos bons. Sempre faz piada de tudo, dá em cima de todas descaradamente (e eventualmente, fica com todas), e sempre dá uma espertinho.

E temos também o médico problema. O cara/mulher seriamente perturbado, com algum trauma, alta instabilidade familiar, ou em estágio de doença terminal.

 

Como não colocar "House"?

E o episódio geralmente se dá da seguinte maneira:

1. Entram pacientes com ferimentos menores, e outros com casos absurdos e exóticos.

2. Algum médico gosta de outro, mas não é correspondido.

3. Alguma médica fica grávida de outro médico.

4. Dois médicos se estranham o episódio inteiro – e no final, um joga tudo na cara do outro, de modo que o segundo fica catatônico com o discurso emocionado do primeiro.

5. O paciente que estava aparentemente bem, morre.

6. Música triste e de reflexão.

7. Um médico se declara ao outro. Eles dormem juntos, imersos em melancolia.

 

A pioneira do ramo, a série "E.R"

Por que essa droga é tããão boa!? 

Muito bem, poucos vão confessar, mas todo mundo curte um seriado de médicos. Sabe por quê?

Uma vez que você se familiariza com a história e os personagens… a coisa toma um rumo catastrófico.

Você, de repente, começa a se fazer perguntas no final de cada episódio, e desenvolve a necessidade de respondê-las no próximo.

Tipo: Com quem o Doutor Gostosão escolheu ficar no final, com a médica estrangeira ou com a médica durona?

A médica latina é realmente lésbica?

O cardiologista largou a enfermeira no altar?

Estaria a paramédica com câncer?

Oh, não! A estagiária está grávida! Mas de quem?

É tipo um vício à la novela mexicana.

Fazendo a linha médicos descolados, "Private Practice".

Então, se você anda se perguntando como será sua vida pessoal com toda essa loucura de residência, e tudo mais… relaxa.
No hospital, sua vida vai ser bem mais animada do que qualquer outra.

Médico bom é médico com problemas amorosos e existenciais.

É, minha gente. Se o seu médico parece muito normal, com família feliz e vida estável, desconfie.

“Isso não é um déjà vu.”

17 out

Aposto que são poucas as pessoas que gostam de caixão.

Também acho que muitas pessoas desmaiam só de ver um sanguinho básico de um machucado qualquer.

E com certeza, ninguém curte um dente saliente.

Então, por que raios esses vampiros fazem tanto sucesso!?

Graaaande Buffy, a Caça Vampiros.

Bom, você já deve ter sacado o quanto um vampirinho faz sucesso nas telinhas ultimamente. É uma loucura! Não importa o gênero, o canal, o país… A febre vampiresca ataca – e sem dó, nem piedade: o conteúdo pode ser ruim, banal, com atuações péssimas e roteiro mal escrito, mas uma semana depois de sua estréia, já tem 5 fã-clubes com mil membros adolescentes cada.

Série "Moonlight".

Série "Blood Ties".

Por que é clichê?

Aí vai o resumo de absolutamente todo e qualquer enredo que tenha vampiros como ponto central:
1. O vampiro principal é um cara. Ele é misterioso, quieto, pálido, cabelo levemente ensebado e dá olhares fatais de vez em quando.

2. A personagem feminina principal feminina é humana, tem uma vida ok, um cara lindo que gosta dela (mas incrivelmente ela não dá muita bola pra ele), não é muito popular, mas bem… curiosa.

3. Eles se encontram e boom!, atração instantânea.

4. Primeiro relutam ficar juntos. Mas ele salva a vida dela, e ela cai de amores.

5. Dilema 1: “Oh, meu Deus! Nossas naturezas são diferentes! Não podemos ficar juntos!” Muito perigoso pra mocinha.

6. Família dela desaprova a relação; amigos desaprovam relação; cara que gosta dela desaprova relação.

7. Dilema 2: “Oh, meu Deus! O vampirão quando fica excitado quer me morder! Que faremos?!”

8. Carinha que gosta dela é lobisomem! (O que? Lobisomens existem!?)

9. Dilema 3: Lobisomens também são gostosos e atraentes.

10. Dúvida envolvendo transformar a mocinha em vampiro ou não.

11: Eterna repetição dos eventos anteriores (mais aparecimentos de outros seres fantásticos, como bruxas, fadas, e com sorte, duendes.)

Série "Vampire Diaries", com Ian Somerhalder no papel de Damon, e... e... ahn... que que eu tava falando mesmo?

E por que essa merda é tãããão boa!?

Olha, com uma histórinha ruim dessa, com esse drama ridículo todo, você deve achar que é só coisa de pré-adolescente com vozes estridentes.
Pois é. Mas não é. Lá vai o segredinho: vampiro é puro sex appeal.

E, paixão, sexo vende. E vende bem.

Pensa bem: é um relacionamento proibido – e tudo que é proibido é mais gostoso.

O casal tem um segredinho que ninguém mais pode saber.

Vampiros, desde sua origem, remetem ao sensual. São perigosos, fodões, aparecem e vão embora quando querem… são verdadeiros garanhões.

As roupas dos vampiros são elegantes, vermelhas ou pretas, e muito sexys.

Fora que em toda história, mesmo aquelas mais aguadas, rola um sexo animal entre a mocinha e o vampiro.

Série "True Blood".

Sacou?

Bom, é bem por aí que fica o segredinho dos pequenos dentudos.

Quem nunca se sentiu atraída por um personagem de vampiro, ou nunca foi numa festa à fantasia vestido de um achando que ia pegar todas… que prove o contrário!

Isso não é um déjà vu.

26 set

Ei, você. Problemas com a lei?

Dirigiu um pouco acima do limite, se empolgou na briga da balada, foi pego com substâncias que você jurou que não eram suas, ou aquilo que você atropelou não era um cachorro?

Fica tranqüilo!

O que você precisa é de um bom advogado.

E por bom, eu digo totalmente louco, mulherengo, malandro, de raciocínio inesperado e métodos nada convencionais.

Pelo menos, eles são assim na TV. E nunca perdem nenhum caso.

Imagem do seriado "The Defenders", com James Belushi e Jerry O'Connell resolvendo as bizarrices de Las Vegas.

Pois é. O mais novo concorrente dos hospitais e laboratórios criminalistas são os tribunais.

E não vale casos trabalhistas chatos, divórcios pacíficos, nem problemas burocráticos. O negócio é ser totalmente inusitado, e de preferência, quase um caso perdido. E nada de advogados certinhos e controlados – só se dá bem quem paga de louco, desrespeita o juiz e é todo sarcástico.

Fugir do padrão no tribunal virou padrão na televisão.

Poster da nova série "Suits", com Gabriel Macht e Patrick J. Adams.

Por que é clichê? 

Resumindo, é mais uma categoria de seriado que segue uma fórmula pronta.

Sim, é uma dupla de advogados atraentes e divertidos.

Sim,o caso é quase impossível.

Sim, os advogados topam, apesar de tudo, defendê-lo.

Sim, eles usam uma defesa totalmente doida e inesperada. (Como levar e beber cerveja no tribunal, pedir para a testemunha fazer um strip no julgamento ou paquerar a juíza. )

Sim, tudo parece perdido – mas a inteligência sarcástica e cheia lábia, coloca o júri a seu favor.

Imagem da já encerrada série "Boston Legal", com James Spader e William Shatner.

A dupla Mark-Paul Gosselaar e Breckin Meyer sendo o pesadelo de qualquer juiz em "Franklin and Bash". Vulgo "Novo Boston Legal".

E por essa droga é tãããão boa?

Nos primeiros 3 minutos do episódio, você pensa “Puuuutz, vai passar essa droga…”. Mas você não acha o controle.

E vem o 4o.  minuto. Nesse bendito minuto, o babaca do advogado já te convenceu que ele é simplesmente o máximo – é descolado, tem respostas ultra rápidas (e irônicas) e é mais uma vez desafiado pelo caso mais bizarro do mundo.

E você precisa saber qual a loucura ele vai fazer pra sair dessa.  Será que vai arrancar toda a roupa na frente do júri, vai trazer um cachorro pra testemunhar ou fazer toda a defesa em forma de rap? De qualquer maneira, você vai achar aquela sustentação genial.

Mas mais do que isso. O grande trunfo é que você pode aprender com eles.

Eles argumentam de forma tão segura, falam de maneira tão absurdamente cativante e usam lógicas tão idiotas que convencem qualquer de qualquer coisa! E quando a coisa esquenta pro seu lado, é, você vai lembrar daquela lábia sedutora e daquela “desculpa” totalmente irracional que vai te livrar do problema.

Argumentação baseada em bebedeira. Been there, done that.

Chega de ordem no tribunal.

A gente curte mesmo é uma farra.

Guilty as charged.

Isso não é um déjà vu.

19 set

Se você mora em São Paulo, deve ter verdadeiro horror da palavra chuva. Enchente, trânsito, alagamento…

E como a cidade da garoa sofre de uma verdadeira TPM climática, nem sempre estamos preparados para o toró repentino.

Mas hoje você vai ver o lado bom de tomar uma chuvinha. E dica é um dos clichês mais banais de toda a história do cinema.

Não, não estou falando de filmes com Jim Carey no papel de um louco, nem de Eddie Murphy interpretando 20 personagens de uma só vez. Dessa vez, trata-se do romântico e dramático beijo na chuva.

Cena final do filme "Bonequinha de Luxo", de Blake Edwarrds, com o belo beijo de Audrey Hepburn e George Peppard

Chega um momento no filme romântico que tudo parece errado: o casal está brigado, a garota está em perigo, o mocinho está em dúvida sobre o amor e todo o romance parece que vai ter seu fim. E de repente, desaba aquela tempestade.

E quando isso acontece… espectador sentimental, fique tranquilo: tudo vai dar certo. Afinal, quem lembra de alguma coisa depois de um beijo avassalador que nem esses?

Ryan Gosling e Rachel McAdams, no filme "Diário de uma Paixão", de Nick Cassavetes

Por que é clichê?

Porque é a apelação máxima do romance – não importa o diretor, o país, a época ou o gênero (embora seja, obviamente, bem mais frequente em comédias românticas) – eventualmente, aquele beijinho romântico vai lá na tela dar seu ar da graça. E a música de fundo sempre vai ser aquela de orquestra…intensa… e suave… e… padrão.

Nem o beijo invertido do Homem Aranha escapou da garoa.

Por que essa droga é tãããão boa?

Bom, cinema é manipulação. Nada tá lá “por acaso”. E não teve aquela chuvinha surpresa justo naquele dia, ó ingênuo. O cara que pensou naquela cena sabia que você ia dar aquele suspiro “Aaahh…”. E se você não suspirou, fez aquela carinha boba (não, você não conseguiu disfarçar), e respirou profundamente. E você fez tudo isso por vários motivos:

  1. A primeira reação de alguém quando chove é correr – se proteger, ir pra um lugar seco. Só daquele casal estar lá, disposto, debaixo daquele chuvão, na maior calma, já, institivamente, te chama  a atenção;
  2. A cena geralmente vem seguida de um momento de tensão (discussão, despedida, ou uma DR básica);
  3. A roupa dos atores (que, falemos os fatos, sempre são, no caso das mulheres, gostosas/bonitas, e no caso dos homens, sarados/galãs) estão grudadinhas, e com sorte, meio transparentes.
  4. O close da câmera em conjunto com a música deixa todo mundo morrendo de vontade de sair no meio da rua, puxar o primeiro desconhecido que encontrar e lascar-lhe um baita de um beijo molhado. E se você não matar essa vontade, vai virar um desejo pro resto da sua vida.

Natalie Portman e Zach Braff, em "Hora de Voltar", do próprio Zach Braff (...o cara mais foda ever - não resisti.)

Jonathan Rhys Meyers e Scarlett Johansson, em "Match Point", do mestre Woody Allen. Sacou o lance da roupa molhada?

É… Beijar é bom. Beijar na chuva, pelo menos nos filmes, é muuuito melhor.

Então, que cantar na chuva que nada! Fechem os guardas-chuvas e beijem loucamente debaixo d’água!

PS: Vale tomar um remedinho pra gripe chegando em casa. Se tem um beijo que não é sexy, é o beijo gripado. #ficaadica

Vestindo a camisa

14 set

Olá, caro leitor, tudo bom com você? Minha coluna se resume em uma pergunta: quantas vezes você já não teve vergonha de admitir (até para vc mesmo) que assisitiu aquele programa da TV aberta brasileira? Sim, esse programa mesmo que vc está pensando. Reality shows, programas de auditório, humorísticos, novelas e até filmes como “Lagoa Azul” (de novo?) que insistem em fazer parte do nosso dia-a-dia e , acredite, possuem audiência inacreditável.

Esse é o espaço em que você poderá respirar tranquilo, ver que não está sozinho e discutir coisas que você jamais pensou que discutiria uma dia. Até porque, a TV brasileira é sim um traço de identidade nacional que não vamos conseguir nos livrar tão cedo (seja isso positivo ou não). Agora entre junto nessa aventura comigo e vamos vestir a camisa, sem vergonha do nosso país!

Como se fosse a primeira vez…

…ou, literalmente, vamos ao primeiro post de minha coluna. Tenho certeza que esse título de filme não é estranho para você e que assistiu pelo menos uma (ou muitas) vez(es). De uns tempos para cá, a tão querida emissora Rede Globo simpatizou, eu diria, com esse filme. A TV aberta insiste em reprisá-lo constantemente, em diferentes sessões de cinema de sua programação.

 

 

E estará a emissora cometendo um equívoco  “burro” repetindo o filme com tanta frequencia? Você sabe que não.
O jeito tão meigo e ingênuo com que Lucy se apaixona por Henry nos encanta e faz com que queremos ver, supreendentemente, as outras milhões de vezes em que esse mesmo ato vai acontecer. Sem falar que, querendo ou não, o amor dos dois é uma coisa tão fora do normal que somos persuadidos pela leveza do filme, como se ele nos convidasse para sair de nossas vidas monótonas e chatas para entrar na aventura de alguém que tenta conquistar todos os dias a mesma mulher. E pior, é sempre bem sucessido. Lindo, não?

 

Isso não é um déjà vu.

12 set

Hey, there!

Bem vindo ao meu primeiro post em nosso blog! Será um prazer tê-lo por aqui!

Ok. Isso pareceu clichê? Pois você não viu nada ainda.

Já parou pra pensar em quantos clichês a gente se depara todos os dias? Aquele beijo na chuva no filminho romântico, aquele último suspiro do cara no hospital – que revela um grande segredo em tempo exato antes de morrer, o cachorro que morreu no final do filme, o assassino sanguinário do filme de terror que na verdade é a criança… E já parou pra pensar que eles… funcionam? Você suspirou na cena do beijo, seu queixo despencou com a revelação do moribundo, chorou horrores com aquele cachorro e pensou naquela maldita criança quando ficou sozinho no escuro!

Essa coluna se destina pra destrinchar todos os clichês que… apesar de já miados e previsíveis, mexem com você. E estamos aqui pra te explicar o porquê!

Desde cinema, até a rádio – nada sai do radar.
Leia, comente, elogie e critique.

E não se esqueça: se achar que está tendo um déjà vu, pense duas vezes – você pode estar, simplesmente, de cara com um grande clichê.

Preparados?

Bom, nesse exato momento, estou no meu sofá, vendo televisão. Mais especificamente, um daqueles canais de TV à cabo. No meio de mil chamadas de seriados, e propagandas de perfume e carro,  é impossível não reparar em uma coisa: na chamada da série Nikita. OK, parte  se deve, sim, a sua repetição atordoante (às vezes, confesso que pronuncio as falas da chamada junto com a TV). Mas o que não deixa com que tiremos os olhos da tela é a premissa narrativa.

Trata-se de uma série de uma hora, sobre uma mulher linda – que no contexto hollywoodiano significa alta, magra e de pernas maravilhosas, bronzeadas e torneadas -, inteligente e misteriosa, que luta como ninguém, usa armas como ninguém e combate os “caras maus” de uma organização secreta como ninguém.

E, espante-se, isso é um clichê.

Tudo tem início com nossa princesa guerreira, a grande Shena.

E seguimos com as Panteras…

…E a infinidade de outras mulheres divas do crime, em suas vinte mil versões de CSI e afins.

Mas por que essa droga é tããão boa!?

Simplesmente porque as mulheres se sentem, desculpe a palavra (mas tenho que fazer jus ao nome do blog), foda. Eu pelo menos, me sinto ULTRA foda. Por quê?  Pra começar, porque a personagem principal, Nikkita (pasmem), é mais forte e perigosa que qualquer homem a seu redor. Que Rambo, James Bond, Jason Bourne, que nada! Ou seja: ponto positivo para as feministas de plantão. Ainda não convencido? Me diga, então, que mulher não quer ser super sexy e desejada ao mesmo tempo que é absurdamente mortal? Fora o fato que por mais que ela lute, corra, desative bombas, salte de carros em chamas e se meta em enrascadas internacionais, seu cabelo continua impecável. Quanto aos homens… Uma mulher gostosa, armas e carros capotando. Preciso dizer mais alguma coisa?

E sim, me realizo por ela, aqui, sentadinha em meu sofá, usando meu moletom e com meu cabelo nada impecável.

Vai, Nikkita, pega esse babaca de jeito!