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Vestindo a camisa

10 nov

A beleza é, sem dúvidas, uma qualidade procurada por todas as mulheres não só do Brasil como do mundo. E a aparência é sim importante e consegue abrir muitas portas para o sucesso de diversas pessoas, principalmente no nosso país, onde muitas vezes é preferível um corpo malhado e definido do que o ensino médio completo.

A pergunta que não quer calar é: por que nem todos são contemplados por tamanho dom? Ou, em outras palavras, por que existe tanta gente feia no mundo?

E eu te respondo: o que falta não é beleza, e sim dinheiro.

Sempre defendi a tese de que não existe mulher feia, existe mulher desarrumada. Um exemplo claro disso na televisão é a famosa Gorete que, convenhamos, não era uma mulher das mais privilegiadas. O programa pânico gastou cerca de 113 mil reais com a moça e fez praticamente um milagre.

Atos como esse são mais do que comum na mídia e fazem parte da história da TV brasileira. Quem nunca assistiu quadros como “Um dia de princesa” (independentemente de qual programa tenha passado, o nome do quadro normalmente é esse), onde milhares de mulheres fazem a inscrição para participar de uma matéria que muda completamente o visual, maqueia e ainda veste bem e de maneira elegante. Tudo que uma mulher sempre sonhou, não é mesmo?

Pena que isso dura só por alguns instantes, mais precisamente algumas horas (as que ela é mostrada de “novo” visual para o público), porque depois que o programa acaba, a maquiagem vai sair, as roupas voltam a ser as mesmas e é muito difícil continuar com o tratamento do novo cabelo para mantê-lo de tal forma. Ou seja, a princesa volta a ser uma mulher normal. E bem normal.

É interessante também quando a transformação é imitando algum famoso, tamanha personalidade e originalidade me espantam. Coitado mesmo é do famoso, que ainda precisa ficar do lado de seu novo “gêmeo”,  sorrindo e fazendo de conta que achou o máximo ter alguém no mundo igualzinho a ele. Realmente, é tudo que qualquer pessoa sempre quis.

É minha gente, dinheiro pode não trazer felicidade, mas que manda buscar beleza, isso não podemos negar…

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30 out

Pois é, caro leitor, venho hoje em minha coluna alegrar (ou não) o seu melancólico domingo a noite descrevendo de uma maneira diferente o VMB 2011, que poucos tem coragem de confessar.

Esse ano, para evitar maiores constrangimentos (para quem não se lembra, ano passado a votação era via internet e nossos amiguinhos coloridos ganharam praticamente todas as categorias, sendo vaiados pela própria platéia do evento), a MTV organizou a “Academia MTV”, denominada pela própria emissora de “gente formadora de opinião” que ficou responsável em votar nos melhores indicados e que ninguém sabe bem ao certo quem são.

Mas pelo menos (e graças a Deus também), essa medida impediu nossos colegas emos de ganharem todas as categorias e tivemos dessa vez a presença do rapper Criolo (quem é esse mesmo?) com o maior número de prêmios.

Vestido com uma túnica um tanto quanto exótica, eu diria, Criolo reforçou mais uma vez a cafonice dos artistas brasileiros, que parecem seguir certa “tendência” ao ridículo, normalmente liderada por ícones da música como Lady Gaga.

Agora, pior que ele só o Restart mesmo.

O grupo de garotos fashion que estão sempre muito coloridos e alegres esse ano resolveu inovar: estavam todos de preto (?). Ninguém entendeu direito o porquê dessa jogada, se é que alguém reparou né, vamos falar a verdade.

O apresentador do programa foi o Marcelo Adnet, que estava especialmente sem graça dessa vez (ah, vamos confessar que ele já foi engraçadinho, vai). Dani Calabresa (que devia estar achando que era a Katy Perry pra se vestir desse jeito) ajudou na apresentação da “Aposta do Ano”, prêmio que chamou a atenção pelos indicados serem incrivelmente toscos (eu sei que “tosco” já é uma palavra tosca em si, mas eu não consigo achar outra que descreva melhor). E eu me recuso a revelar o grande vencedor dessa categoria.

Sem contar os detalhes de apresentação que realmente só se vê por aqui, como bolhas de sabão no meio do show (será que alguém achou que isso poderia ficar poético ou coisas do tipo?) e o fato de que as melhores premiações foram espertamente deixadas para… o começo.

E quando a gente acha que já viu de tudo, conseguimos nos surpreender mais uma vez: O vencedor da catagoria “Web Hit” foi “Os Avassaladores” com “Sou Foda”.

Mas vamos combinar que nada mais justo né (sim, você leu certo, caro leitor)… Uma vez que não importa aonde você esteja, com quem você esteja, na festa que você esteja (hoje tocou em uma festa infantil que eu estava, juro), você sempre houve: “Sou foda na cama eu te esculacho / Na sala ou no quarto / No beco ou no carro…” e pior, ainda canta junto.

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20 out

Olá, caro leitor! Você está de bom humor hoje?

Se não, faça o favor de abrir aquele sorriso porque para comemorar a volta de minha coluna hoje o nosso tema é o humor, mais especificamente o programa brasileiro que ganhou a audiêndia de muitos jovens de nosso país: O Pânico na TV.

A verdade seja dita: a gente adora ouvir uma besteira. E vamos combinar que eles são especialistas nisso.

O programa veio com tudo porque solucionou o problema dos depressivos domingos de noite e uniu o útil ao agradável, criando personagens imitativos que divertem o público jovem em geral.  O humor é tão ridiculamente escrachado que não tem como rir e até imitar os personagens depois com os amigos.  E as malditas frases, danças e até palavras muitas vezes sem nexo que eles conseguem inserir no programa fazem parte de nosso cotidiano e não saem de nossas cabeças, por mais que a gente tente parar de repetir.

Sempre tem aquele também que vai falar que, apesar de não assistir Pânico (claro, nessas horas ninguém perde seu tempo com essas coisas), acha a montagem muito boa. Eu particularmente acho a montagem bem ok,  nada que uma criança de 10 anos não consiga fazer hoje em dia (é a tecnologia evoluindo e ajudando o ser-humano, caro leitor).

Agora, quem costuma assistir o programa sabe que o mais insuportável mesmo é ver o que vai passar no Dr. Hollywood e você sabe que essa é a deixa para você desligar a TV e ir dormir, até porque o programa está sempre atrasado e diferentemente dos apresentadores que vão poder acordar tarde no dia seguinte (o programa se passa ao vivo), você pega cedo no batente.

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5 out

Tudo bem que já foi mais comentado, mas o papel dos reality shows na cultura brasileira sempre foi e ainda é muito importante e presente. Quem nunca assistiu o tão polêmico BIG BROTHER BRASIL?

Acomode-se, caro leitor, e venha dar aquela espiadinha comigo (aposto que você imaginou o Pedro Bial falando) nas confissões mais verdadeiras, porém reprimidas, que tenho certeza que você compartilha comigo.

Se vc é mulher, a foto acima dispensa qualquer tipo de comentário. Agora, se você é homem, tenha uma certeza: não são só vcs que assistem Big Brother para ver as meninas sem roupas. Os homens selecionados nunca deixam a desejar e nós não resistimos àquela espiadinha básica nesses músculos e abdomens sarados.

Só existe uma coisa que mulher gosta mais de ver dentro da casa mais vigiada do país: as mulheres. Sim, caro leitor, isso mesmo. Sabe aquela menina linda e aparentemente perfeita quando arrumada? As câmeras 24hrs mostram que, até elas, possuem defeitos (não posso deixar de citar a celulite, como exemplo ilutrativo e mais comum). Se você for mulher, você vai concordar comigo: nada como o programa entrar ao ar de surpresa e você assistir as (vaidosas, eu diria) mulheres desesperadas com sua aparência.

E mesmo com toda essa apelação de verdadeiros modelos selecionados pelos organizadores do programa (a última edição em particular, só faltou eles convidares diretamente dos concursos de beleza que existem pelo Brasil), a audiência do programa continua a despencar cada vez mais.

O apresentador do programa Pedro Bial até tenta conter mais o expectador, o que ele não entende é que a audiência que é garantida só ainda está lá por causa dele. Porque, vamos combinar, o charme do Bial ancanta qualquer um. O dia que ele resolver deixar o programa, provavelmente o este deixará de existir também.

Mesmo com seus discursos que sempre tentam ter objetivos filosóficos – ou aparentar para a grande massa brasileira algo profundo e logo, que ninguém entende nada, Bial é o típico esteriótipo de “cinquentão” charmoso que ainda está com tudo em cima.

Pois é, o jeito é esperar até o fim do ano para aquelas chamadas insuportáveis da globo com aqueles robôs de olhinhos piscando e alunciando a chamada do mais novo grupo de guerreiras pessoas… A propósito, em qual edição estamos mesmo?

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28 set

Minha coluna hoje é sobre um assunto que provavelmente a maioria dos leitores tem conhecimento: novelas. Já que elas são, sem dúvidas, a grande praga da televisão brasileira.

Não podemos negar que a qualidade delas é reconhecida não só dentro do país, mas também no mundo. Então você deve estar se pergutando por que teríamos que ter vergonha de admitir que assistimos, não é mesmo?

 

 

Esses dias eu estava almoçando de televisão ligada, quando o famoso “Vale a pena ver de novo” começou. Confesso que fiquei triste ao perceber que “O Clone”  já havia terminado e que agora estava passando “Mulheres de areia”. É impressionante como o número de capítulos é reduzido e quando a gente começa a acompanhar, a reprise da novela acaba. Até hoje não entendo o real propósito dessa simplificação, mas ta aí uma coisa que sempre me incomodou.

As novelas reprisadas tem uma característica um tanto quando peculiar, eu diria: quando a atuação dos atores é comparada com a atual, ela é particularmente ruim. Chega a ser bizarro a atuação quase que “manual” que eles têm e a minha vontade é voltar no tempo e dar umas dicas de interpretação.

 

 

Sem contar, caro leitor, como têm atores e atrizes que estão sempre presentes nas reprises e parecem que nunca vão sumir de nossas vidas. Em particular posso citar uma que está sempre com a mesma aparência (salve algumas – ou várias – plásticas): Vera Fischer.

 

 

E mesmo assim, mesmo em um horário inviável para a maioria das pessoas, as telenovelas do “Vale a pena ver de novo” continuam dando audiência para a emissora. Pois é, quando vemos estamos viciados acompanhando capítulo após capítulo de novelas que sequer consideramos acrescentar algo em nossas vidas.  Ufa, ainda bem que você têm a gente para poder admitir de consciência tranquila e ver que não está sozinho nessa.

 

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21 set

Ok, eu sei que isso pode ser difícil pra você. Não é todo dia que a gente acorda com coragem de admitir uma coisa dessas, mas a verdade é que qualquer brasileiro já passou uma tarde ociosa ao lado de Christina Rocha compartilhando um dos tão variados e polêmicos CASOS DE FAMÍLIA.

 

 

A mãe que abandonou o filho, as irmãs que dividem o mesmo namorado, a mulher traída pela melhor amiga, efim… casos que geram discussões incrivelmente profundas e tão demoradas que as vezes me admiro com a paciência da apresentadora, que está como intermediária das relações.

Mas o mais incrível mesmo é a participação do auditório.

Digo não só opinando e tomando partido de certa parte, mas também com suas incríveis interrupções aplaudindo o que alguém diz e fazendo a outra parte ficar quieta. A própria Christina Rocha é sempre tão louvada por todos que quando fala, tenho a impressão que já espera um aplauso no final, após o seu sábio discurso.

 

 

É impressionante como um programa onde todos gritam sem parar e em cima do outro, brigando e muitas vezes até chorando prende a atenção do espectador brasileiro. Cá entre nós, a verdade é que a gente gosta de um barraco.

 

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14 set

Olá, caro leitor, tudo bom com você? Minha coluna se resume em uma pergunta: quantas vezes você já não teve vergonha de admitir (até para vc mesmo) que assisitiu aquele programa da TV aberta brasileira? Sim, esse programa mesmo que vc está pensando. Reality shows, programas de auditório, humorísticos, novelas e até filmes como “Lagoa Azul” (de novo?) que insistem em fazer parte do nosso dia-a-dia e , acredite, possuem audiência inacreditável.

Esse é o espaço em que você poderá respirar tranquilo, ver que não está sozinho e discutir coisas que você jamais pensou que discutiria uma dia. Até porque, a TV brasileira é sim um traço de identidade nacional que não vamos conseguir nos livrar tão cedo (seja isso positivo ou não). Agora entre junto nessa aventura comigo e vamos vestir a camisa, sem vergonha do nosso país!

Como se fosse a primeira vez…

…ou, literalmente, vamos ao primeiro post de minha coluna. Tenho certeza que esse título de filme não é estranho para você e que assistiu pelo menos uma (ou muitas) vez(es). De uns tempos para cá, a tão querida emissora Rede Globo simpatizou, eu diria, com esse filme. A TV aberta insiste em reprisá-lo constantemente, em diferentes sessões de cinema de sua programação.

 

 

E estará a emissora cometendo um equívoco  “burro” repetindo o filme com tanta frequencia? Você sabe que não.
O jeito tão meigo e ingênuo com que Lucy se apaixona por Henry nos encanta e faz com que queremos ver, supreendentemente, as outras milhões de vezes em que esse mesmo ato vai acontecer. Sem falar que, querendo ou não, o amor dos dois é uma coisa tão fora do normal que somos persuadidos pela leveza do filme, como se ele nos convidasse para sair de nossas vidas monótonas e chatas para entrar na aventura de alguém que tenta conquistar todos os dias a mesma mulher. E pior, é sempre bem sucessido. Lindo, não?