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“Isso não é um déjà vu.”

28 nov

Você tem o que, 20 anos?

Então, vão aí três fatos sobre você:

–  já teve um cd das chiquititas;

– já teve uma discussão envolvendo os passos corretos de macarena;

– já viu quase todos os clássicos da Disney.

Éééé… como toda boa infância, a nossa foi lotada de muita breguice, músicas toscas com passinhos ainda mais toscos e muito, mas MUITO desenho animado.

Quem nunca sonhou em erguer o filhotinho Simba diante de toda a selva? Ou voar com pó de pirlipimpim? Ou prender um cão e uma raposa num mesmo lugar pra ver se voltam a ser amigos? (não aconselho)

Pois é. Disney nos ensinou muito sobre ciclo da vida, amizades sem preconceitos, honestidade e sinceridade, amor materno… Ei, peraí.

Já notou que nosso grande mestre Walt Disney não era muito chegado em… mães?

Chocado? Esse é mais um dos grandes clichês da Disney.

Não tá acreditando.

Ok.

Contemos juntos as mães que aparecem nos filmes da Disney.

Você: Bambi!

Eu: Ahn. Ok. Só faltou ela continuar viva depois da metade do filme.

Você: Bela Adormecida!

Eu: Aquela mãe é um mito. Aperece só na primeira cena, e nem nome dão pra infeliz. “... onde viviam o príncipe Esteban e sua rainha.”

Você: Mulan!

Eu: Velho, a mina foi PRA GUERRA por causa do pai. Pergunta se ela faria o mesmo pela mãe. (not really)

Você: Rei Leão!

Eu: Ha-ha. Quem vai ligar pra coitada da… qual o nome dela mesmo… Ah!  Pra coitada da Sarabe  depois da cena mais trágica e linda da história onde o Mufasa morre!?!

Contenha sua lágrimas.

Se você ainda não entendeu, reveja suas fitas VHS empoeiradas no armário que você não tem coragem de se desfazer de:

A Bela e a Fera, A Pequena Sereia (e suas mil derivações), Alladin (e suas mil derivações), Pocahontas, Pateta – o filme, A Espada era a Lei, Lilo e Stitch, Mogli – o menino lobo, Tarzan, Bernardo e Bianca, Branca de Neve, Cinderela, Corcunda de Notre Dame, Pinóquio… Enfim, quase tudo.

Where are the fucking moooooms!?

E naqueles filmes onde o pai, cansado de estrelar sozinho nas telas, arranja uma mulher… Aí que fodeu MESMO.

Porque, primeiro, ele morre.

Segundo, a mulher é uma vaca. Ô madrastinha das trevas, que ora escraviza a enteada, ora tenta matar ela com uma maçã (mesmo quando a pobre já faz o favor de viver com 7 anões).

A mulher com mais problemas de auto-estima do mundo animado.

Olhar maternal.

E os pais sobreviventes? Sempre bem mais velhos. E ou são meigos e ligeiramente burros…

O pai inventor de Bela. Cuuuuute!

O pai de Jasmin. Cuuuute!

O pai de Jane. Não tão gordinho quanto a fofura demanda. Mas continua cute.

Ou sarados e armados.

Pai de uma penca de sereias. Mas dá um caldo.

Tanquinho de Powatan.

Você já ouviu falar de muita mensagem subliminar da Disney, certo?

Mas aposto que “mães são inúteis” é novidade.

Freud explica.

“Isso não é um déjà vu.”

14 nov

Ah, crianças!

Quem nunca sonhou em ter uma menina, um menino, ou quem sabe um casal de gêmeos quando for mais velho?

O sonho de toda mulher é ter um remelento pra falar “mamãe” enquanto pega no sono angelicalmente em seus braços.

O sonho de todo homem é ter um garotinho que jogue bola e pule em seus braços quando chegar em casa do trabalho.

Cuti-cuti.

E vamos combinar: impossível ficar sem dizer “owwwnn…!” quando vê a foto de um bebê fazendo uma pose fofa com uma legenda engraçadinha no facebook.

E já foi comprovado que quem não diz “Ai, que lindo! Quantos aninhos?” quando encontra uma mãe e seu filho no elevador, vai pro inferno.

Pior que não gostar de animais, só não gostar de crianças.

Você pode ser Madre Teresa de Calcutá. Se você falar “Não gosto muito de crianças”, vão entender como “Eu participo de cultos demoníacos onde me banho em sangue e devoro bebês de até 6 meses.”

Ah, crianças!

Nada mais doce, fofo, meigo e… assustador.

Um lindo garotinho do filme "A Colheita Maldita", em inglês, "Children of the corn". Não dá pra confiar em um filme com um título desses.

Seguindo a onda do artigo de “Celebizarros”, decidi fazer um post de Halloween atrasado.

E nada mais aterrorizador que filmes de terror com criancinhas.

Quem não sonhou com essa ruiva maldita torcendo o pescoço não sabe o que é terror.

Por que é clichê?

Diz aí os 3 filmes que mais te aterrorizaram na vida. Tipo aqueles que viu com uma galera, e no minuto que ficou sozinho quando voltou pra casa, ficou desde então pensando no filme, e demorou mais ou menos uma semana demorando pra pegar no sono porque via coisas  pelo quarto.

Pelo menos dois dele tinha crianças. Certo ou errado?

E, atenção:

– Quanto mais frágil e fofo, mais assustador é o pirralho.

– O  pequerrucho sempre terá um cabelo exótico (ou com franjinha – estilo “Me leve pra casa, sou um anjinho – NOT!”, ou cabelão na cara “Você só tem direito a ver meu olho esquerdo.”)

– Os pais do indivíduo NUNCA sacam que o filho é um assassino demoníaco. “Ah, não, a Aninha não tem muitos coleguinhas. Ela prefere arrancar cabeças da Barbie e queimar seus corpinhos decepados. Essas coisas de criança! Haha”

– Elas curtem lugares um tanto quanto inusitados pra aparecer. Escadas, cantos dos cômodos, televisões, pias. É uma farra.

– Se a criança for japonesa… fu-deu. Explicação? Não existe. Não existe! O que acontece eles fazem com os filhos no Japão, eu não sei. Mas você nunca mais vai ver uma criança de olhinhos puxados sem antes sentir um leve arrepio.

Pra quem achava que pele azulada era só pra criatura que curtia natureza.

E por que essa droga é tããão boa!?

Fala aí os filmes de terror cujo personagem que dava mais medo era um homenzarrão alto, forte, musculoso.

Os filmes de terror trabalham com psicologia inversa: quanto mais inofensivo e fofo, melhor.

E o que é mais inofensivo e fofo que uma criança?

Logo, quem diabos no filme vai querer matar a “criancinha inofensiva”? Ela assusta a galera toda, mata quem vê pela frente, e consegue tudo o que quer, mesmo sem saber contar depois do 10.

E depois do filme, você vê crianças o tempo todo, e acha que elas estão te encarando. E o pesadelo mais recorrente é ficar preso numa crechê oriental.

As únicas gêmeas mais assustadoras que Mary-Kate e Ashley Olsen.

AH!

NUNCA subestime as crianças.

Quando elas não podem fazer o filme de terror, mandam seus brinquedos atuarem por elas.

E eles fazem o trabalho direitinho.

Antes ganhar meias do que um boneco Chuck.

Pois é.

Adora crianças, né?

Eu também. Só quando elas tão em filme de comédia.

“Isso não é um déjà vu.”

7 nov

Qual é o seu maior medo?

Não, não tô falando de andar de avião, ficar preso em cabines de banheiros públicos, nem de baratas voadoras no cabelo. (Embora eu não seja fã dessas últimas duas opções.)
Estou me referindo a algo mais profundo e filosófico que isso.

Pensou bem?
Aposto que tem a ver, de alguma maneira, com morte. Certo ou errado?

Pois não tema mais, querido leitor!
Apesar de ser inevitável a longo prazo, a morte pode ser, sim, postergada.
Como?
Bom, vou te dar alguns exemplos de gente que, simplesmente, se recusa a morrer.
São as mortes mais dramáticas do cinema.

Cena do filme Platoon, da épica morte do Sargento Elias (que por sinal, virou imagem principal do filme). Exibido.

Por que é clichê?

Verdade seja dita, um dia ou outro, mais cedo ou mais tarde, a morte dá as caras pra todo mundo.

E se tem um lugar onde a marvada adora aparecer, é num filme. Nada como uma mortezinha básica e trágica pra dar aquele toque na história.

Mas tem uns personagens… que são duros na queda.

Vai facada, tiro de revólver, tiro de metralhadora… O malandrão se segura todo até dar seu showzinho.

Cenas de “V de vingança”. Após ser ULTRA bombardeado de tiros de metralhadoras, “V” ainda mata todos os caras (armados até os dentes) com faquinhas, ao melhor estilo Chuck Norris.

E ainda vai atrás da mulher amada, pra só depois de revelar seu amor, morrer em seu braços.

Sim, eventualmente morrem, mas não sem fazerem um pequeno draminha antes.

Esse draminha consta mais ou menos dos seguintes itens:

1. Fato revelador: o cara, em meio morte e dor agonizante, ainda se agarra nuns últimos segundos de vida pra revelar um fato chocante.

Cena do filme “Os intocáveis”, da morte Malone (interpretado por Sean Connery), que mesmo depois de levar sabe Deus quantos tiros, ainda se arrasta por um corredor, chega na sala da sua casa, espera Eliot Ness (Kevin Costner) chegar pra ainda lhe revelar o paradeiro do contador de Al Capone (Robert De Niro).
A morte teve trabalho com esse cara.
                                                                                                                               2. Despedida comovente: o morimbundo resiste até poder declarar seu amor eterno, agradecimento melancólico ou pedir perdão por ter feito alguma cagada durante o filme (cagada à qual, provavelmente o levou ao momento da morte. aqui se faz, aqui se paga, nigga!)
Cena do filme “Senhor dos Anéis – A sociedade do anel”, com a morte de Boromir (Sean Bean). “Ae, desculpa por tentar pegar o anel e quase foder todo mundo.”
                                                                                                                                
Cena do filme “Forrest Gump”, da triste/filosófica/em meio à selva sendo bombardeada morte de Bubba (Mykelti Williamson).
                                                                                                                               3. Pedido fdp: o indivíduo em questão, utilizando da sua condição da maneira mais apelativa possível, pede ao coitado que tá lá com ele (que ainda está fazendo o favor de o segurar nos braços, provavelmente correndo risco de morrer também) algum favor – e não falo de qualquer favor: é do naipe “Cuide da minha família”, “Vença a guerra por mim”, “Entregue essa carta à fulano”. (E vai saber quem é e onde mora o fulano…)
                                                                                                                              
Cena do filme “O resgate do soldado Ryan”, cuja morte de Wade (Giovanni Ribisi) deixou uma cartinha no bolso. Sem compromisso.
                                                                                                                             4. Momento “Sou foda”: o cara se acha o fodão da parada, e mesmo nos últimos suspiros ainda grita para aqueles que tão simplesmente o matando “Seus merdas! Is that the best you mother-fuckers can do!?”
                                                                                                                                
Cena do filme “Scarface”, da morte de Tony Montana. You fuck with him, you fuckin’ with the best.
                                                                                                                                
Cena do filme “Táxi Driver”, com o incansável Travis (De Niro). Tiro na jugular? FODA-SE, eu boto a mão no lugar e continuo matando geral!
                                                                                                                           E por que essa droga é tãããão boa!?
Não é mera coincidência que os exemplos de filme que eu coloquei neste post sejam todos… do caralho.
Sim, minha gente!
Nada como uma morte épica pra deixar tornar um filme clássico/ícone/inesquecível.
E, vai, confessa. Você bem que chorou em alguma dessas cenas. Ou sentiu o olho dá aquela ardidinha. Ou quis gritar que nem um louco no melhor estilo de negação: “Nããão! Ele não pode morrer!”
“Clube da Luta”. Ok, atirei na minha cabeça, mas ainda falo – e digo que tá tudo bem, fico de pé e assisto o circo pegar fogo. Chupa essa manga, Norris.                                                                                                                                                                                                    Lição de vida (ou morte) dessa segunda-feira: antes de seguir a luz branca brilhante no fim do túnel, declare seu amor, peça perdão, dê um conselho (qualquer que seja, na hora vai soar sábio), ou faça uma piada sobre a ironia de você estar morrendo (muito chique, super in).
Ah, e se possível, sempre guarde um segredinho na manga pra revelar na hora H.
É, meu povo. Morrer no clichê é mais difícil do que você imaginava.

“Isso não é um déjà vu.”

24 out

Te dei o sol, te dei o mar
Pra ganhar seu coração.
Você é raio de saudade,
Meteoro da paixão!” 

Que jogue a primeira pedra quem não reconheceu essa estrofe!

Mas… antes de qualquer coisa, vamos deixar as coisas claras. Não, não comecei meu post com a letra de “Meteoro da Paixão”, de Luan Santana porque sou suuuper fã da menina… ops, menino.

É que é algo universal, inevitável. Você não quer ver, não quer ouvir, não quer cantar… Mas chega uma hora que não dá mais, e já tá familiarizado com a letra inteira do negócio – e até faz sua coreografia própria.

Isso é a febre do sertanejo universitário.

Nosso Justin Bieber de xadrez.

Por que é clichê?

Vamos explicar dessa maneira:

Se você se acha carismático, arrisca uns acordes Ré, Lá e Sol no violão, curte usar xadrez e artefatos de couro e se você conseguir forç… convencer alguém a se juntar a você (dessa vez, nem precisa mais ter nome parecido, já rola nome composto com nome simples, homem com mulher… veja a grande combinação de Maria Cecília e Rodolfo), você já tem meio caminho andado!

Agora é só fazer uma letra de música que contenha os seguintes requisitos:

1. Elemento da natureza (pode ser qualquer coisa relacionada a ela, como terra, ar, fogo, céu, estrela, mar…)

2. Elemento místico (qualquer coisa do campo fantástico, do tipo fada, mágica, feitiço, lendas…)

3. Algum sentimento (recomendo ficar entre paixão e vingança, mas amor, traição e abandono são também bem vindos)

Atenção, esse é o mais desafiador.

4. Rimas com as terminações “ar, er, ir” ou “ão”.

Maria Cecília e Rodolfo. Casal sertanejo que se preze anda à cavalo junto.

Não acredita nas regrinhas? Vamos lá.

Trecho da letra do sucesso “Fada”, de Victor e Leo.

Vejo uma luz, uma estrela brilhar
Sinto um cheiro de perfume no ar
Vejo minha fada e sua vara de condão
Tocando meu coração

Trecho da letra “Amo noite e dia”, de Jorge e Mateus.

“Um jeito perigoso de me conquistar
Teu jeito tão gostoso de me abraçar

Iê, iê…
Passa o dia, passa a noiteapaixonado
Coração no peito sofre sem você do lado
Dessa vez tudo é real, nada de fantasia
Saiba que eu te amo, amo noite e dia”

Mais? “Lendas e mistérios”, Maria Cecília e Rodolfo

Deus ouvindo as preces daquele jovem casal
Resolveu, lá do céu, lhe mandar o mais lindo sinal
E nesse instante uma luz iluminou o céu
E ele prometeu olhando em seus olhos de mel
O mundo inteiro vai saber que foi o nosso amor que fez nascer
A lua cheia no céu

Pra iluminar quem quiser amar
Uma vez por mês a lua cheia vai brilhar
Lendas e mistérios de um amor eterno
Que nem mesmo o tempo foi capaz de apagar”

Não se esqueça do nosso trechinho de abertura como parte de argumento.

Bom, agora é só fazer um book com seu parceiro(a), e você será o novo sucesso da galera!

Exemplo de Book por Victor e Leo. Fundos relacionados à fazenda dão um toque à mais.

Guilherme e Santiago - olhar distante e apaixonado é obrigatório.

Fernando e Sorocaba. Eu falei sério quanto ao olhar distante e apaixonado.

Mas por que essa droga é tããão boa?

Olha, dessa vez, eu sinceramente não sei. Só sei que eu nunca baixei nenhuma música sertaneja, nunca fui a nenhum show, e sei cantar quase tudo.

Como?!

Essa droga é pior que formiga: TÁ EM TODO LUGAR! Festas universitárias, barzinhos, churrasco de amigos, televisão…

E como os refrãos são ULTRA simples e previsíveis, você decora num piscar de olhos.

Fora que os caras cantam com tanta vontade, e todos a seu redor também (inclusive aquele seu amigo que você achava que era cult) e você vai se ver declamando, com raiva/paixão palavra por palavra.

Então, se você não curte sertanejo, fu-deu.Você vai se encontrar um dia, bebaço, cantando em plenos pulmões o refrão mais pegajoso do planeta enquanto dança agarradinho com alguém. Acredite, acontece. E com mais frequência do que gostaria de confessar.

Jorge e Matheus mandando amor pra vocês.

(Post dedicado à 7 garotas de Pindamonhangaba)

“Isso não é um déjà vu.”

17 out

Esse post é dedicado à você, ó grande prodígio de medicina, que estudou sem parar no seu último ano colegial, fez sabe Deus quantos intermináveis anos de cursinho e hoje se enterra em livros de toneladas a fim de decorar toda e qualquer estrutura do nosso corpitcho humano.

Calma, meu filho! Seu sofrimento está prestes a acabar.

A vida médica pode ser bem mais divertida do que você imagina.

Imagem do seriado "Grey's Anatomy"

Se você já viu algum seriado cujo tema é um hospital, você já sabe do que eu estou falando. Sim! Dramas intensos, relacionamentos que vão e voltam, envolvimento com pacientes, sexo nos quartinhos de descanso… É a própria farra vestida de jaleco!

Por que é clichê?

Engana-se aquele que acha que os seriados médicos são criados pelo clima caótico de hospital, pela resolução de doenças, aprendizado de medicina…
O que pega mesmo são as loucuras do bando de médico que trabalha no hospital em questão.
Sempre tem o médico galã, de olhos serenos, charmosão, de cargo importante, que todo mundo baba em cima.

Outra personagem que sempre aparece é a médica durona, fria, toda independente – que geralmente tem um caso com o galã acima, ou alguma derivação.

Não podemos esquecer do palhaço. Esse é um dos bons. Sempre faz piada de tudo, dá em cima de todas descaradamente (e eventualmente, fica com todas), e sempre dá uma espertinho.

E temos também o médico problema. O cara/mulher seriamente perturbado, com algum trauma, alta instabilidade familiar, ou em estágio de doença terminal.

 

Como não colocar "House"?

E o episódio geralmente se dá da seguinte maneira:

1. Entram pacientes com ferimentos menores, e outros com casos absurdos e exóticos.

2. Algum médico gosta de outro, mas não é correspondido.

3. Alguma médica fica grávida de outro médico.

4. Dois médicos se estranham o episódio inteiro – e no final, um joga tudo na cara do outro, de modo que o segundo fica catatônico com o discurso emocionado do primeiro.

5. O paciente que estava aparentemente bem, morre.

6. Música triste e de reflexão.

7. Um médico se declara ao outro. Eles dormem juntos, imersos em melancolia.

 

A pioneira do ramo, a série "E.R"

Por que essa droga é tããão boa!? 

Muito bem, poucos vão confessar, mas todo mundo curte um seriado de médicos. Sabe por quê?

Uma vez que você se familiariza com a história e os personagens… a coisa toma um rumo catastrófico.

Você, de repente, começa a se fazer perguntas no final de cada episódio, e desenvolve a necessidade de respondê-las no próximo.

Tipo: Com quem o Doutor Gostosão escolheu ficar no final, com a médica estrangeira ou com a médica durona?

A médica latina é realmente lésbica?

O cardiologista largou a enfermeira no altar?

Estaria a paramédica com câncer?

Oh, não! A estagiária está grávida! Mas de quem?

É tipo um vício à la novela mexicana.

Fazendo a linha médicos descolados, "Private Practice".

Então, se você anda se perguntando como será sua vida pessoal com toda essa loucura de residência, e tudo mais… relaxa.
No hospital, sua vida vai ser bem mais animada do que qualquer outra.

Médico bom é médico com problemas amorosos e existenciais.

É, minha gente. Se o seu médico parece muito normal, com família feliz e vida estável, desconfie.

“Isso não é um déjà vu.”

17 out

Aposto que são poucas as pessoas que gostam de caixão.

Também acho que muitas pessoas desmaiam só de ver um sanguinho básico de um machucado qualquer.

E com certeza, ninguém curte um dente saliente.

Então, por que raios esses vampiros fazem tanto sucesso!?

Graaaande Buffy, a Caça Vampiros.

Bom, você já deve ter sacado o quanto um vampirinho faz sucesso nas telinhas ultimamente. É uma loucura! Não importa o gênero, o canal, o país… A febre vampiresca ataca – e sem dó, nem piedade: o conteúdo pode ser ruim, banal, com atuações péssimas e roteiro mal escrito, mas uma semana depois de sua estréia, já tem 5 fã-clubes com mil membros adolescentes cada.

Série "Moonlight".

Série "Blood Ties".

Por que é clichê?

Aí vai o resumo de absolutamente todo e qualquer enredo que tenha vampiros como ponto central:
1. O vampiro principal é um cara. Ele é misterioso, quieto, pálido, cabelo levemente ensebado e dá olhares fatais de vez em quando.

2. A personagem feminina principal feminina é humana, tem uma vida ok, um cara lindo que gosta dela (mas incrivelmente ela não dá muita bola pra ele), não é muito popular, mas bem… curiosa.

3. Eles se encontram e boom!, atração instantânea.

4. Primeiro relutam ficar juntos. Mas ele salva a vida dela, e ela cai de amores.

5. Dilema 1: “Oh, meu Deus! Nossas naturezas são diferentes! Não podemos ficar juntos!” Muito perigoso pra mocinha.

6. Família dela desaprova a relação; amigos desaprovam relação; cara que gosta dela desaprova relação.

7. Dilema 2: “Oh, meu Deus! O vampirão quando fica excitado quer me morder! Que faremos?!”

8. Carinha que gosta dela é lobisomem! (O que? Lobisomens existem!?)

9. Dilema 3: Lobisomens também são gostosos e atraentes.

10. Dúvida envolvendo transformar a mocinha em vampiro ou não.

11: Eterna repetição dos eventos anteriores (mais aparecimentos de outros seres fantásticos, como bruxas, fadas, e com sorte, duendes.)

Série "Vampire Diaries", com Ian Somerhalder no papel de Damon, e... e... ahn... que que eu tava falando mesmo?

E por que essa merda é tãããão boa!?

Olha, com uma histórinha ruim dessa, com esse drama ridículo todo, você deve achar que é só coisa de pré-adolescente com vozes estridentes.
Pois é. Mas não é. Lá vai o segredinho: vampiro é puro sex appeal.

E, paixão, sexo vende. E vende bem.

Pensa bem: é um relacionamento proibido – e tudo que é proibido é mais gostoso.

O casal tem um segredinho que ninguém mais pode saber.

Vampiros, desde sua origem, remetem ao sensual. São perigosos, fodões, aparecem e vão embora quando querem… são verdadeiros garanhões.

As roupas dos vampiros são elegantes, vermelhas ou pretas, e muito sexys.

Fora que em toda história, mesmo aquelas mais aguadas, rola um sexo animal entre a mocinha e o vampiro.

Série "True Blood".

Sacou?

Bom, é bem por aí que fica o segredinho dos pequenos dentudos.

Quem nunca se sentiu atraída por um personagem de vampiro, ou nunca foi numa festa à fantasia vestido de um achando que ia pegar todas… que prove o contrário!

Isso não é um déjà vu.

26 set

Ei, você. Problemas com a lei?

Dirigiu um pouco acima do limite, se empolgou na briga da balada, foi pego com substâncias que você jurou que não eram suas, ou aquilo que você atropelou não era um cachorro?

Fica tranqüilo!

O que você precisa é de um bom advogado.

E por bom, eu digo totalmente louco, mulherengo, malandro, de raciocínio inesperado e métodos nada convencionais.

Pelo menos, eles são assim na TV. E nunca perdem nenhum caso.

Imagem do seriado "The Defenders", com James Belushi e Jerry O'Connell resolvendo as bizarrices de Las Vegas.

Pois é. O mais novo concorrente dos hospitais e laboratórios criminalistas são os tribunais.

E não vale casos trabalhistas chatos, divórcios pacíficos, nem problemas burocráticos. O negócio é ser totalmente inusitado, e de preferência, quase um caso perdido. E nada de advogados certinhos e controlados – só se dá bem quem paga de louco, desrespeita o juiz e é todo sarcástico.

Fugir do padrão no tribunal virou padrão na televisão.

Poster da nova série "Suits", com Gabriel Macht e Patrick J. Adams.

Por que é clichê? 

Resumindo, é mais uma categoria de seriado que segue uma fórmula pronta.

Sim, é uma dupla de advogados atraentes e divertidos.

Sim,o caso é quase impossível.

Sim, os advogados topam, apesar de tudo, defendê-lo.

Sim, eles usam uma defesa totalmente doida e inesperada. (Como levar e beber cerveja no tribunal, pedir para a testemunha fazer um strip no julgamento ou paquerar a juíza. )

Sim, tudo parece perdido – mas a inteligência sarcástica e cheia lábia, coloca o júri a seu favor.

Imagem da já encerrada série "Boston Legal", com James Spader e William Shatner.

A dupla Mark-Paul Gosselaar e Breckin Meyer sendo o pesadelo de qualquer juiz em "Franklin and Bash". Vulgo "Novo Boston Legal".

E por essa droga é tãããão boa?

Nos primeiros 3 minutos do episódio, você pensa “Puuuutz, vai passar essa droga…”. Mas você não acha o controle.

E vem o 4o.  minuto. Nesse bendito minuto, o babaca do advogado já te convenceu que ele é simplesmente o máximo – é descolado, tem respostas ultra rápidas (e irônicas) e é mais uma vez desafiado pelo caso mais bizarro do mundo.

E você precisa saber qual a loucura ele vai fazer pra sair dessa.  Será que vai arrancar toda a roupa na frente do júri, vai trazer um cachorro pra testemunhar ou fazer toda a defesa em forma de rap? De qualquer maneira, você vai achar aquela sustentação genial.

Mas mais do que isso. O grande trunfo é que você pode aprender com eles.

Eles argumentam de forma tão segura, falam de maneira tão absurdamente cativante e usam lógicas tão idiotas que convencem qualquer de qualquer coisa! E quando a coisa esquenta pro seu lado, é, você vai lembrar daquela lábia sedutora e daquela “desculpa” totalmente irracional que vai te livrar do problema.

Argumentação baseada em bebedeira. Been there, done that.

Chega de ordem no tribunal.

A gente curte mesmo é uma farra.

Guilty as charged.