2 dez

Estou sem sono e tive um momento de epifania, e pensei: a vergonha alheia é uma especie de vergonha muito complexa. Por um lado pensamos “pare, pare, pelo amor de deus, pare,” e por outro sentimos a necessidade morbida de descobrir a profundidade da merda que o outro consegue atingir. Por algum motivo, o qual eu não conseguiria começar a explicar, para mim, os melhores alvos da vergonha alheia são geralmente políticos. Eu sei que essa é velha, mas é só para ilustrar um ponto. Agora que eu registrei essa pequena reflexão, vou dormir e sonhar com um futuro político que nunca mais inclua tanta comédia e entretenimento.

 

1 dez

Ahhhnnnnn… Tim Curry, você seria tão errado se você não fosse tão legal…

30 nov

A historia do mundo é extensa, mas desde a epoca das pinturas rupestres o ser humano sempre se preocupou em retratar o mundo tal como ele o enxerga.

 

Essa pintura, como muitas, relata o dia dia de um caçador da epoca.

Elas revelavam crenças….

A figura acima é o deus Egipcio Osiris, o rei do submundo que julgava o peso da alma dos mortos contra o de uma pena.

…..ideais…..

Liberté, Égalité, Fraternité!!!

… e até algo banal como o valor estética de uma cultura em um determinado período.

Vide o "panceps" da Venus de Milo.

Entao, MEU DEUS, o QUE que aconteceu com os anos 80?!?

Oh wow.

Tudo bem, já era esperado de que depois de todo aquele ácido nos anos 60/70 viria alguma coisa realmente scary, mas as vezes acho que exageraram.

Imagem real de um filme chamado Frankenhooker.

Entre filmes esquisitos, ombreiras, disco fever, hair-metal, polainas, a discreta transformaçao do Michael Jackson, ALF – o ETeimoso, e todas aquelas cores, os que viveram essa década louca escondem muitas fotos. Por que? Porque sentem vergonha. E quem não viveu? Não tem problema, sentem vergonha alheia.

Mas mesmo com toda a breguice e decadência, no fundinho fundinho, todos nós amamos um pouquinho os anos 80.

“Isso não é um déjà vu.”

28 nov

Você tem o que, 20 anos?

Então, vão aí três fatos sobre você:

–  já teve um cd das chiquititas;

– já teve uma discussão envolvendo os passos corretos de macarena;

– já viu quase todos os clássicos da Disney.

Éééé… como toda boa infância, a nossa foi lotada de muita breguice, músicas toscas com passinhos ainda mais toscos e muito, mas MUITO desenho animado.

Quem nunca sonhou em erguer o filhotinho Simba diante de toda a selva? Ou voar com pó de pirlipimpim? Ou prender um cão e uma raposa num mesmo lugar pra ver se voltam a ser amigos? (não aconselho)

Pois é. Disney nos ensinou muito sobre ciclo da vida, amizades sem preconceitos, honestidade e sinceridade, amor materno… Ei, peraí.

Já notou que nosso grande mestre Walt Disney não era muito chegado em… mães?

Chocado? Esse é mais um dos grandes clichês da Disney.

Não tá acreditando.

Ok.

Contemos juntos as mães que aparecem nos filmes da Disney.

Você: Bambi!

Eu: Ahn. Ok. Só faltou ela continuar viva depois da metade do filme.

Você: Bela Adormecida!

Eu: Aquela mãe é um mito. Aperece só na primeira cena, e nem nome dão pra infeliz. “... onde viviam o príncipe Esteban e sua rainha.”

Você: Mulan!

Eu: Velho, a mina foi PRA GUERRA por causa do pai. Pergunta se ela faria o mesmo pela mãe. (not really)

Você: Rei Leão!

Eu: Ha-ha. Quem vai ligar pra coitada da… qual o nome dela mesmo… Ah!  Pra coitada da Sarabe  depois da cena mais trágica e linda da história onde o Mufasa morre!?!

Contenha sua lágrimas.

Se você ainda não entendeu, reveja suas fitas VHS empoeiradas no armário que você não tem coragem de se desfazer de:

A Bela e a Fera, A Pequena Sereia (e suas mil derivações), Alladin (e suas mil derivações), Pocahontas, Pateta – o filme, A Espada era a Lei, Lilo e Stitch, Mogli – o menino lobo, Tarzan, Bernardo e Bianca, Branca de Neve, Cinderela, Corcunda de Notre Dame, Pinóquio… Enfim, quase tudo.

Where are the fucking moooooms!?

E naqueles filmes onde o pai, cansado de estrelar sozinho nas telas, arranja uma mulher… Aí que fodeu MESMO.

Porque, primeiro, ele morre.

Segundo, a mulher é uma vaca. Ô madrastinha das trevas, que ora escraviza a enteada, ora tenta matar ela com uma maçã (mesmo quando a pobre já faz o favor de viver com 7 anões).

A mulher com mais problemas de auto-estima do mundo animado.

Olhar maternal.

E os pais sobreviventes? Sempre bem mais velhos. E ou são meigos e ligeiramente burros…

O pai inventor de Bela. Cuuuuute!

O pai de Jasmin. Cuuuute!

O pai de Jane. Não tão gordinho quanto a fofura demanda. Mas continua cute.

Ou sarados e armados.

Pai de uma penca de sereias. Mas dá um caldo.

Tanquinho de Powatan.

Você já ouviu falar de muita mensagem subliminar da Disney, certo?

Mas aposto que “mães são inúteis” é novidade.

Freud explica.

“Isso não é um déjà vu.”

14 nov

Ah, crianças!

Quem nunca sonhou em ter uma menina, um menino, ou quem sabe um casal de gêmeos quando for mais velho?

O sonho de toda mulher é ter um remelento pra falar “mamãe” enquanto pega no sono angelicalmente em seus braços.

O sonho de todo homem é ter um garotinho que jogue bola e pule em seus braços quando chegar em casa do trabalho.

Cuti-cuti.

E vamos combinar: impossível ficar sem dizer “owwwnn…!” quando vê a foto de um bebê fazendo uma pose fofa com uma legenda engraçadinha no facebook.

E já foi comprovado que quem não diz “Ai, que lindo! Quantos aninhos?” quando encontra uma mãe e seu filho no elevador, vai pro inferno.

Pior que não gostar de animais, só não gostar de crianças.

Você pode ser Madre Teresa de Calcutá. Se você falar “Não gosto muito de crianças”, vão entender como “Eu participo de cultos demoníacos onde me banho em sangue e devoro bebês de até 6 meses.”

Ah, crianças!

Nada mais doce, fofo, meigo e… assustador.

Um lindo garotinho do filme "A Colheita Maldita", em inglês, "Children of the corn". Não dá pra confiar em um filme com um título desses.

Seguindo a onda do artigo de “Celebizarros”, decidi fazer um post de Halloween atrasado.

E nada mais aterrorizador que filmes de terror com criancinhas.

Quem não sonhou com essa ruiva maldita torcendo o pescoço não sabe o que é terror.

Por que é clichê?

Diz aí os 3 filmes que mais te aterrorizaram na vida. Tipo aqueles que viu com uma galera, e no minuto que ficou sozinho quando voltou pra casa, ficou desde então pensando no filme, e demorou mais ou menos uma semana demorando pra pegar no sono porque via coisas  pelo quarto.

Pelo menos dois dele tinha crianças. Certo ou errado?

E, atenção:

– Quanto mais frágil e fofo, mais assustador é o pirralho.

– O  pequerrucho sempre terá um cabelo exótico (ou com franjinha – estilo “Me leve pra casa, sou um anjinho – NOT!”, ou cabelão na cara “Você só tem direito a ver meu olho esquerdo.”)

– Os pais do indivíduo NUNCA sacam que o filho é um assassino demoníaco. “Ah, não, a Aninha não tem muitos coleguinhas. Ela prefere arrancar cabeças da Barbie e queimar seus corpinhos decepados. Essas coisas de criança! Haha”

– Elas curtem lugares um tanto quanto inusitados pra aparecer. Escadas, cantos dos cômodos, televisões, pias. É uma farra.

– Se a criança for japonesa… fu-deu. Explicação? Não existe. Não existe! O que acontece eles fazem com os filhos no Japão, eu não sei. Mas você nunca mais vai ver uma criança de olhinhos puxados sem antes sentir um leve arrepio.

Pra quem achava que pele azulada era só pra criatura que curtia natureza.

E por que essa droga é tããão boa!?

Fala aí os filmes de terror cujo personagem que dava mais medo era um homenzarrão alto, forte, musculoso.

Os filmes de terror trabalham com psicologia inversa: quanto mais inofensivo e fofo, melhor.

E o que é mais inofensivo e fofo que uma criança?

Logo, quem diabos no filme vai querer matar a “criancinha inofensiva”? Ela assusta a galera toda, mata quem vê pela frente, e consegue tudo o que quer, mesmo sem saber contar depois do 10.

E depois do filme, você vê crianças o tempo todo, e acha que elas estão te encarando. E o pesadelo mais recorrente é ficar preso numa crechê oriental.

As únicas gêmeas mais assustadoras que Mary-Kate e Ashley Olsen.

AH!

NUNCA subestime as crianças.

Quando elas não podem fazer o filme de terror, mandam seus brinquedos atuarem por elas.

E eles fazem o trabalho direitinho.

Antes ganhar meias do que um boneco Chuck.

Pois é.

Adora crianças, né?

Eu também. Só quando elas tão em filme de comédia.

Celebizarros!

12 nov

Não poderia deixar o Halloween passar em branco, por mais que tenha deixado.

E por falar em branco, por que não começar com uma cena que aterrorizou gerações?

O que mais assustador do que um bosque mal-assombrado, não? Qual lugar mais terrível de se perder que entre as árvores de uma sombria floresta?

Bruxa de Blair. Pra quem não assistiu: muitas pessoas morrem na floresta.

Sempre o cenário favorito dos mais terríveis assassinos da ficção… Aquele carro que quebra, aquela cabana isolada. O que dizer então de um acampamento no meio do mato?! “Mato” por si só já é uma palavra sugestiva…

São tantos os perigos da floresta… Tento aqui não fazer menção àquela fatídica cena de Evil Dead.

Tree Rape (Evil Dead)

Anos 80: onde até as árvores cometiam crimes sexuais. Uma breve homenagem a Serguei.

E ainda há quem subestime o poder das plantas…

Mas não nossa celebridade de hoje: Christina Ricci.

Tá gatinha a Vandinha, não?

Ricci é uma daquelas que você jamais veria em uma floresta.

Não por ser o lar de temíveis vilões como o Sr. Voorhees:

Nem por seu velho conhecido, o Cavaleiro:

Aquela ali no fundo, interpretando a paisagem, é ninguém menos que a própria Ricci.

Mas por seu verdadeiro e maior temor:

PLANTAS!!!

BOOGA!!!

A história é que Christina Ricci sofre de uma doença conhecida por botanofobia. Sim, enquanto reles mortais têm medo de aranha, altura e escuro, Ricci teme angiospermas, gimnospermas e briófitas.

Uma terrível samambaia

Imagine uma vida dessas.. Não consigo conceber uma infância sem plantar feijão no algodão. E a adolescência? O boy magia vai tentar impressionar a namoradinha com um belíssimo buquê, ela abre a porta e tem um infarto fulminante… Não deve ser fácil. Casa de vó então deve ser o equivalente ao Castelo dos Horrores…

Particularmente, seja a planta mais assustadora do mundo… –

MOMENTO CULTURAL:

A planta mais assustadora do mundo se chama Tacca chantieri, também conhecida como “Bat Plant” pela semelhança de suas flores com rostos de morcegos, ou ainda “Devil’s Plant”

A planta mais assustadora do mundo

[/FIM DO MOMENTO CULTURAL] –… ou um bonsai, no escuro, eu ainda teria mais medo de Christina Ricci.

E para vocês, caros leitores, um bônus. Diretamente da flora hollywoodiana: Audrey II

Vestindo a camisa

10 nov

A beleza é, sem dúvidas, uma qualidade procurada por todas as mulheres não só do Brasil como do mundo. E a aparência é sim importante e consegue abrir muitas portas para o sucesso de diversas pessoas, principalmente no nosso país, onde muitas vezes é preferível um corpo malhado e definido do que o ensino médio completo.

A pergunta que não quer calar é: por que nem todos são contemplados por tamanho dom? Ou, em outras palavras, por que existe tanta gente feia no mundo?

E eu te respondo: o que falta não é beleza, e sim dinheiro.

Sempre defendi a tese de que não existe mulher feia, existe mulher desarrumada. Um exemplo claro disso na televisão é a famosa Gorete que, convenhamos, não era uma mulher das mais privilegiadas. O programa pânico gastou cerca de 113 mil reais com a moça e fez praticamente um milagre.

Atos como esse são mais do que comum na mídia e fazem parte da história da TV brasileira. Quem nunca assistiu quadros como “Um dia de princesa” (independentemente de qual programa tenha passado, o nome do quadro normalmente é esse), onde milhares de mulheres fazem a inscrição para participar de uma matéria que muda completamente o visual, maqueia e ainda veste bem e de maneira elegante. Tudo que uma mulher sempre sonhou, não é mesmo?

Pena que isso dura só por alguns instantes, mais precisamente algumas horas (as que ela é mostrada de “novo” visual para o público), porque depois que o programa acaba, a maquiagem vai sair, as roupas voltam a ser as mesmas e é muito difícil continuar com o tratamento do novo cabelo para mantê-lo de tal forma. Ou seja, a princesa volta a ser uma mulher normal. E bem normal.

É interessante também quando a transformação é imitando algum famoso, tamanha personalidade e originalidade me espantam. Coitado mesmo é do famoso, que ainda precisa ficar do lado de seu novo “gêmeo”,  sorrindo e fazendo de conta que achou o máximo ter alguém no mundo igualzinho a ele. Realmente, é tudo que qualquer pessoa sempre quis.

É minha gente, dinheiro pode não trazer felicidade, mas que manda buscar beleza, isso não podemos negar…